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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Parece uma criança, mas é o coração.

Coração parece uma criança e pior, daquelas bem teimosas, curiosas e birrentas. Não importa a idade que você tenha, ele, vulnerável como é sempre apronta e depois se ‘esconde’, deixando que você se vire para reparar, ou tentar, os danos causados, cicatrizar as feridas e para que lá na frente, ele faça tudo de novo. Parece um círculo vicioso.


Mas veja a teimosia, ela nos faz insistir naquilo que acreditamos. A curiosidade nos leva ao novo. Ah! A birra é um mero capricho de todo e qualquer ser humano. Acredito que isso seja um lado positivo da ‘infância eterna’ do coração. Imagine se, com uma experiência, mal sucedida, deixássemos de querer sentir tudo de novo. Não que isso não aconteça, mas é temporário, é só enquanto ainda estamos magoados, inseguros. Depois passa... E que bom que passa! Se esse sentimento de mágoa e de não ‘querer mais viver’ fosse a nossa realidade diante dessa experiência, não haveria a chance ao novo, ou até ao velho mesmo. Tornaríamos pessoas frias, sem sentimentos; e se com tanta coisa boa que há o mundo já anda em pé de guerra, pensemos sem. (que horror!)

Que sejamos teimosos, curiosos, tenhamos birra e acima de tudo, coragem de querer viver mais. Apesar dos apesares.


[Imagem do http://facebook.com/amarfazbem ]


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Talvez, liberdade.



Acabei de jogar alguns papéis fora, histórias e cartas, as quais faltaram coragem para serem entregues. Foi uma caixa cheia. Cheia de objetivos traçados, metas, a maioria alcançadas e planos, alguns, os quais eu até desisti no meio do caminho!
Foi também poemas não terminados, músicas e pessoas! A melhor forma de esquecer alguma coisa é livrar-se de tudo que se remete a ela. Fazer uma coleta seletiva em nossa vida. Ficamos com o que é bom, o que pode ser reciclável e que terá utilidade pra nós e o resto, joga-se fora!
Estou afim de surpreender algumas pessoas. Ou todas, que seja! Estou afim de me surpreender. Cansei de pessoas falando o que eu devo fazer, ou deixar de fazer. Pessoas que querem decidir coisas minhas! Cansei de oferecer ajuda àquelas que acham que sabem andar sozinhas. Se acham, que sigam! Não adianta eu seguir a política da boa vizinhança se não tenho vizinhos.
A única certeza de hoje, e talvez uma das mais importantes pra toda a vida, é que eu tenho que ser mais amiga de mim mesma.
Não quero esperar respostas por perguntas não feitas, ou, às vezes, até feitas... Para pessoas que não querem ou não sabem responder.
Não quero mais abrir o livro da minha vida pra todos, e qualquer um. A partir de agora só pra quem pode e deve lê-lo!
O que é meu, é meu  e a mais interessada, óbvio, nessa vida sou eu! As minhas opiniões. Os meus pensamentos. As minhas dúvidas e incertezas. Meus medos e anseios.
Não quero mais palavras. Estou farta. Quero atitude, ação, prova. Sim!
Estou sendo egoísta?! No fim, nessa história, todos nós somos!



sábado, 2 de julho de 2011

mente,Exagerada

Sexta-feira, fim de tarde, chego em casa e digo: "finalmente, férias!!" fui tomada por um sentimento de alegria, alívio. Mas durou pouco, lembrei-me que tenho ainda, apesar das ditas férias, um questionário para entregar via e-mail ao professor de História. Raiva, fui tomada por ela.
Será que não dá pra esquecer, parar essa vida de estudante por míseros 15 dias?! A resposta veio como foguete quando vi em cima da minha cama a "linda apostila" pela qual elaborarei meu questionário. Devia ter feito logo nessa noite, mas adiei, como sempre faço. Entregarei no último minuto, acredite.
Mas quem não faz isso que deixe seu comentário. É geral da sociedade, sempre deixar pra depois de amanhã o que deve ser entregue amanhã. Exagerei?! É de costume!
Aliás, minha vida é sempre no exagero, nunca está no ponto de equilíbrio, apesar de meu signo (libra) ser considerado a balança do Zodíaco, não tenho certeza. Ah! Esse signo é marcado pela indecisão!
Voltando ao exagero, eu sempre fico alegre ou triste demais. Sempre me importo de mais ou sempre de menos. Sinto falta demais. Ligo de menos. Choro pouco e guardo muito, guardo meus sentimentos, minhas angustias, minhas falhas. Só não guardo as palavras, deixo-as todas livre aqui nesse blog.
Por isso, acredito eu, que erro tanto. Falta-me a coragem de deixar de fazer alguma coisa na metade por ela estar errada. Falta-me o medo para continuar algo em que muitas pessoas acreditam ser errado e eu discordo. falta-me a descrença, tudo tenho que ver com os meus próprios olhos e depois analisá-las se valeram a pena ou não, se estão certas ou erradas.
Pelo menos, acredito que vivo exageradamente. Isso ainda é melhor de que não viver!


terça-feira, 21 de junho de 2011

Sem sentido. O coração

"Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?"


Acordei com essa música na cabeça hoje. Na verdade sonhei com o video dela, mas o principal foi que no sonho parecia existir apenas esse trecho.
Um aviso?! Não entendi. Talvez.
Acho que esse trecho (música: Eduardo e Mônica, Legião Urbana) representa tanta coisa. Em poucas palavras, fala o que muitos não conseguem dizer em grandes discursos.
Nosso 'coração' às vezes tem dessas armadas, se meter em cada confusão, em cada perrengue, coisas sem sentido, pessoas que não conhecemos, ou pessoas que achávamos que nunca aconteceria nada. Mas acontece, o coração prega peças! Usa da emoção, de todos os nossos sentidos, faz com que caiamos em uma armadilha própria.
Quantas vezes beijamos quem não querems? Ficamos por ficar? deixamos de nos entregarmos por medo ou até mesmo por falta de alguma coisa? São exigências do danado do coração!
Mas, apesar do sofrimento que muitas vezes é causado por essa criança (pq eu já vi: "O coração não tem idade!"), no fim da contas sempre dizemos: "Valeu a pena ter vivido, cada minuto, se não foi é porque algo melhor está por vi".
Tudo não deixa de ser experiência, simplesmente assim.