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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Sobre o amor que não deu certo

Eu queria escrever um texto de amor, mas não acho as palavras certas... talvez porque não seja um simples texto e sim porque é sobre o amor e mais: um amor meu. Um amor que não deu certo, mas ainda assim foi amor.
Nos encontramos depois de meses sem nos vermos, sem nos vermos e trocarmos um simples 'selinho'. Sem trocarmos aquele olhar e sem muita conversa. Ele me perguntou se eu tinha feito planos naquela época, eu deveria ter respondido dos vários, mas a única coisa que consegui dizer foi: "não muitos, mas achava que no fundo daria muito certo, que você mudaria" (que ficaríamos juntos e que eu iria realizar o seu sonho de ser pai de uma menina. Que sairíamos juntos aos nossos amigos e mostraríamos a eles que, mesmo muitos dizendo que não daria certo nossa relação, mostraríamos que deu), veio tudo isso na cabeça, mas não falei... Afinal, pra quê mexer na ferida que a muito custo fora cicatrizada? Então mudamos de assunto, falamos do que aconteceu durante todo esse tempo sem nos vermos, nos falarmos e trocarmos mensagens. Percebemos o quanto mudamos. Pra melhor, acredito. 
Depois de tantas horas de conversas, risos e eu me perguntando o porquê que não deu certo, caiu a ficha do tanto que o amei. Do tanto que eu desejei que tivesse dado certo. Mas não deu. E passou. E agora é como uma ferida que cicatrizou, fica a marca, você se lembra da história, mas já não dói mais. E pra minha sorte há outras histórias, outras feridas, outros amores.


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

'Dois alto'

Aquela hora que sua maior vontade é sair por aí sem rumo, sem celular, sem pessoas perguntando porquê isso, porquê aquilo. Se está certo ou errado. Se é assim ou assado. Passar horas, ou até mesmo dias sem as atualizações das redes sociais. Sem se preocupar com o horário que precisa sair pro trabalho/faculdade, se vai a pé, de bicicleta ou de ônibus. Só saber de andar, cantar, sorrir.
Nada de cobranças. Todo ser humano, pelo menos duas vezes ao ano deveria ter o direito, e a coragem, de fazer isso. Não, não é esquecer de tudo e sim deixar um pouco tudo de lado e ligar-se somente no próprio eu.
Respirar, sentir o ar entrar e sair. Movimento extremamente importante, mas que pouco ligamos para ele emuito menos se estamos fazendo da maneira correta. Mania do ser humano? Acredito que sim. Só paramos pra consertar algo quando não há mais jeito, temos tanta coisa pra fazer, não podemos ocupar o pouco do tempo que temos com essas coisas minúsculas. Assim fazemos com a família, com os amigos, com nossos gostos. Vamos deixando tudo de lado em prol de termos mais tempo, quando nos damos conta perdemos tudo, inclusive o precioso tempo.
Tenho perdido tempo, pessoas, Músicas, Cartas, Palavras, Força, Vontade. Perdido a infância, isso há muito tempo.
Ah! Doce infãncia, quanta saudade. Saudade de não julgar, saudade de querer brincar na rua até a avó gritar pra entrar, saudade de gostar de ir pro colégio e fazer da volta pra casa um percuso longo e de brincedeiras entre as amigas. Bons tempos, que não voltam. Só há lembranças.
Amadurecer, essa é a cobrança o tempo todo. Besteiras? Esqueça-as. Eu gostaria que, apesar de 'grande', de ter responsabilidades, de ter que amadurecer, entendessem o meu pedido de 'dois alto'. Tudo uma hora cansa, é preciso parar. Nem que seja naquele tempo do 'reloginho-se não sair é quem pega', só pra respirar e quem sabe, sentir o ar penetrar o pulmão, como criança satisfeita.

"Crescer sem deixar de ser criança!"