segunda-feira, 24 de março de 2014

Pelo direito de ficar calada


Quando, lá na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no Artigo III, diz: "Toda pessoa tem direito à vida (...)" quis- se dizer que tem o direito de viver e gozar de tudo que lhes pode ser oferecido (liberdade de expressão, direito de ir e vir, direito de ser reconhecido como pessoa perante a Lei e etc) e não que você tem o direito de se meter na minha vida. E olha, se tem uma coisa que muito me chateia nesse mundo é as pessoas acharem que tem essa dádiva.
Acontece que estamos no meio do caos, isso precisa ser reconhecido! Pois, um lugar onde o homem precise de leis que APROVE com quem ele vai casar/viver/juntar as escovas de dentes porque foi criada a imagem que a familia 'normal' é pai, mãe e filhos, não é normal. Um lugar onde a mulher não possa sair de casa com uma roupa mais curta ou um decote ou os dois juntos representa que 'ela quer ser estuprada' não é normal. Um lugar onde existe bolsa pra tudo que é pobre sobreviver (e ele ainda achar que o valor não dá pra comprar uma calça), ao invés de ser dado material pra que ele tire seu sustendo, não é normal.
Um mundo onde a pessoa é obrigada a ser gentil todo dia, toda hora não defende a liberdade de expressão. Afinal liberdade é, classificada filosoficamente, a independência do ser humano, o poder de autonomia e espontaneidade e não o outro me dizer o que eu tenho ou não que fazer. Pra mim não é ser livre se eu sou obrigada a todo chegar no trabalho, na faculdade ou em casa sorrindo e esbanjando alegria, claro que isso é bom, sei que existe todo um clima na organização, mas PQP, tem dias que eu não quero chegar sorrindo, tem dias que eu não quero desejar bom dia, eu não vou te desejar uma coisa da boca pra fora! Tem dias que eu quero ser simplesmente invisível.  E nesse dia, esse meu comportamento não tá dizendo que sou uma pessoa insuportável (até que sou chata mesmo, maaas... ), esse meu comportamento não tá dizendo que eu não gosto daquela pessoa que entrou na sala ou que fui grossa ao atender o telefone. Só tá mostrando que eu não tive uma boa noite de sono ou que peguei um puta congestionamento pra chegar no trabalho e isso é realmente estressante, ou perdi numa prova, ou briguei com alguém ou nada disso. Se eu chegar e não falar com ninguém é porque tenho direito de ficar calada, assim como você o tem o direito de falar o que quiser, mas isso não te faz dono da verdade. Então se eu chegar e passar direto por você, aproveita e vai ver aquela pessoa que tanto sente falta ou vai ouvir sua música preferida e me deixa.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

X



Já pensou quem pode ser o "x" ?
Pode ser eu, você, o vizinho, a piriguete, o playboyzinho. O amigo, a tia.
Pode ser um bicho, uma variável, uma multiplicação.
Pode ser não, pode ser sim. Pode ser o certo ou o errado. Pode representar o sexo feminino, cromossomente (neologismo impera aqui).
Pode ser a 24ª letra do alfabeto, mas sendo o z, s, ss, ou cs. Ou simplesmente ele pode ser o x - 'xis'.
Pode ser uma banda de punk rock.
Pode ser o 'versus'. Pode ser uma icógnita, o mistério. Pode ser o x da questão, sendo assim, solução.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Uma carta que talvez não chegue ao destinatário






Fui parar  num lugar desconhecido, me senti meio Eduardo naquela festa estranha com gente esquecida. (Passar alguns poucos 7/10 dias n quer dizer que vc conheça o lugar.) Mas nesse lugar eu conheci um esquisito. Mas eu gostei dele. Ele era diferente dos caras que eu já saí e apesar da sua pouca idade(to falando como se fosse velha), ja é responsável o suficiente pra trabalhar onde trabalha.
Mas não foi isso o que me chamou atenção, fiquei intrigada com o cara que tinha quase que o mesmo gosto por leitura que eu. Por naquele bate-papo ja me indicar 'um livro que nao posso deixar de ler na vida'. Um cara que ria por pouco e me fazia sentir boba, mas nao boba besta. Aquela boba boba, de feliz, sabe?!
Eu sou assim, fico feliz com coisas simplórias. Alias foi o seu jeito simples que me encantou, (me apaixonou). O sorriso de canto, o jeito vergonhoso mas n tímido, o jeito de pegar nas maos, o jeito de dedicar alguma coisa. O riso sincero, a cruzada de olhar. A 'tristeza' pela hora de partida, mas o sorriso pela alegria da chegada do novo dia. O desejo daquele momento, o abraço confortante e que faz passar o frio. Os gostos em comum que aproximam, as diferenças que enriquecem. A felicidade, a paz de uma criança e a responsabilidade de gente grande.
 De repente me vi (cercada) de simplicidade, de coisas que me fazem bem e veio o medo de perder, tremeu tudo só em pensar na palavra "distancia", mas tbm veio o choque da realidade: que nada me pertence. Tudo é passageiro e o que resta são as lembranças. ( )
Mas desejo, do fundo do meu coração, que você fique por mais tempo, porque com você eu sei que posso ser melhor e porque  quero todo dia ter mais lembranças arrancando um sorriso meu. Mas não as quero passageiras, se não for pedir muito: permaneça.



PS: talvez essa carta não seja entregue, talvez eu a deixe numa caixa de rascunho. Mas se um dia chegar em suas mãos, num futuro qualquer, só pra você saber: eu gosto de você.


Da, nem tão doce assim,

x.




quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Sobre o amor que não deu certo

Eu queria escrever um texto de amor, mas não acho as palavras certas... talvez porque não seja um simples texto e sim porque é sobre o amor e mais: um amor meu. Um amor que não deu certo, mas ainda assim foi amor.
Nos encontramos depois de meses sem nos vermos, sem nos vermos e trocarmos um simples 'selinho'. Sem trocarmos aquele olhar e sem muita conversa. Ele me perguntou se eu tinha feito planos naquela época, eu deveria ter respondido dos vários, mas a única coisa que consegui dizer foi: "não muitos, mas achava que no fundo daria muito certo, que você mudaria" (que ficaríamos juntos e que eu iria realizar o seu sonho de ser pai de uma menina. Que sairíamos juntos aos nossos amigos e mostraríamos a eles que, mesmo muitos dizendo que não daria certo nossa relação, mostraríamos que deu), veio tudo isso na cabeça, mas não falei... Afinal, pra quê mexer na ferida que a muito custo fora cicatrizada? Então mudamos de assunto, falamos do que aconteceu durante todo esse tempo sem nos vermos, nos falarmos e trocarmos mensagens. Percebemos o quanto mudamos. Pra melhor, acredito. 
Depois de tantas horas de conversas, risos e eu me perguntando o porquê que não deu certo, caiu a ficha do tanto que o amei. Do tanto que eu desejei que tivesse dado certo. Mas não deu. E passou. E agora é como uma ferida que cicatrizou, fica a marca, você se lembra da história, mas já não dói mais. E pra minha sorte há outras histórias, outras feridas, outros amores.