sábado, 4 de agosto de 2012

Essa noite ...

... eu chorei. Chorei pelo que perdi, pelo que não conquistei, de saudade e por coisas que não sei. Chorei  pra tentar aliviar essa angústia que tá dentro de mim, como se tudo que não está nos conformes se resolveriam ao cair de cada lágrima.
Pensei em ligar pra alguém, mas olhei o relógio, achei melhor não. Era uma problema meu. Minha insegurança, meu medo.
Liguei o mp3, a primeira música ao tocar: Beijo Perfiférico - Nô Stopa. Ela me lembra um caso passado, talvez não tão passado. 5, 10 ou 30 minutos, não sei quanto tempo passou, sei que passou. Dormi.
Despertador tocando, sete horas da manhã. Eu coloco só de enfeite. Desliguei e senti aquela dor de cabeça chata pós choro. Mais uma lágrima desceu. Virei pro canto e resolvi tentar decifrar meus pensamentos através da escuridão causada ao fechar os olhos. 
Tive um pesadelo.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Começo do fim.

"

"Nunca senti medo da minha sucuri, mas no primeiro dia que dormimos juntos, eu e minha sucuri, sonhei que ela me envolvia dos pés à cabeça, lentamente, quebrando todos os meus ossos com uma força incrível."
(Elogio da Mentira - Paula Melo)


Foi assim que me senti, toda quebrada, ao descobrir que tudo era uma mentira. Ou quase tudo.
Parece que todos os momentos vividos foram um conto. Momentos que não existiram, não de verdade.
Momentos que não serão levados pra toda a vida. Tudo, deve, será esquecido.
É indescritível esse sentimento, a mistura de mágoa, raiva, medo de acontecer de novo com outros personagens. Um vazio que toma conta ao descobrir tantas farsas e mentiras. Tanto cinismo. Nenhum receio.
Tá, não me prenderei em um longo texto, nem consigo, para descrever isso. Talvez eu já esteja sendo indiferente ao acontecido. Acho que isso é bom.

É só hoje e isso passa.

Espero, ansiosamente, por amanhã.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Avante

E toda vez que olho pra trás não me arrependo de nada que não deu certo. Pelo menos eu tentei, eu confiei naquilo que acreditei, eu gritei quando foi preciso, eu chorei junto, eu ri, eu desculpei e pedi desculpas. Eu fui atrás.
Só não posso ficar aceitando coisas que não me acrescentam em nada nessa vida, pessoas que fingem ser uma coisa que não são, ficar fingindo que está tudo bem quando não está.
Quantas vezes perguntei o que tinha acontecido e ouvi como reposta um "nada, não está acontecendo nada"?! Onde, na verdade, eu já sabia o que estava acontecendo, eu só queria que confiasse em mim e me contasse, com suas palavras o que estava acontecendo. Sinto muito se não foi assim que aconteceu.
Você teve sua chance. Eu me dei essa chance, eu te dei essa chance.
Que dê tudo certo. Sigamos adiante.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Saudade.




Eis a palavra. Eis o sentimento, significado e significante. Eis o que faz parte de mim. Saudade de tanta coisa, tantas pessoas, momentos.
Saudade do cheiro da cobertura de chocolate de minha avó. Saudade de ficar no pé dela, quando fazia algum doce, pra raspar a panela.
Saudade de brincar na rua até altas horas (naquela época 22h era altas horas u.u).
Saudade de ir andando pro colégio e voltar brincando e 'papeando' com as meninas. Saudade de bater na porta e depois ir pra pracinha passar a tarde, das conversas da madrugada, dos risos e até dos desabafos. Saudade de sentar no play, olhar o céu e tentar enxergar o que não estava ao alcance do meu olhar e depois receber um sms dizendo o quão foi bom esse momento.
É muita saudade pra uma única pessoa? Não. É o tanto de saudade que uma pessoa rodeada de gente importante sente. 
Essa saudade eu gosto, faço questão de sentir, me faz ver o tanto de coisas boas que vivi e hoje, carrego nas lembranças.


"ê saudade que bate no meu coração!" (8)